segunda-feira, 2 de maio de 2011





E eu que pensei que o sentimento não existisse mais, tivesse partido junto a todas aquelas lágrimas, estava redondamente enganada. Foi só te ver, olhar pra você e ter certeza que o amor ainda habita o meu peito. Foi só ouvir a tua voz que meus pelos se arrepiaram e meus olhos se encheram de lágrimas. É, a possibilidade de te ter novamente em meus braços mexeu demais comigo, demais mesmo. Eu já podia te imaginar de volta em meu quarto, perdendo noites de sono para me observar dormir... Meu Deus, como é que tudo aquilo foi acabar? Era uma noite comum, uma discussão à mesa, e você foi embora, pediu licença para voar. E eu, eu sequer protestei, assinei à sua liberdade com um sorriso sarcástico, e você se foi. Meu orgulho era grande demais para te pedir que voltasse, para te ligar dizendo que estava com saudades. Faz um ano inteiro que você saiu pela porta da sala sem me dar nem um beijo de despedida, sem dizer ao menos que ainda me amava, mas que precisava de um tempo sozinho. Eu sofri, chorei demais nas primeiras semanas. Na verdade, eu não parei de sofrer, foi só o choro que cessou. Doía demais quando eu chegava em casa do trabalho e não tinha nenhuma ligação tua, nenhuma mensagem, nenhum buquê de tulipas com um cartão de desculpas. Não sei se era pior dormir e acordar sozinha, ou dormir e acordar com um rosto que não era seu ao meu lado. Agora, de repente, você bate na minha porta com tulipas na mão, dizendo que está de volta à cidade e que está arrependido de tudo, e eu te recebo de braços abertos. "Como assim, onde está o seu orgulho?" - você deve estar se perguntando. Bom, o orgulho eu não sei, mas pelo menos a dor foi embora, e em meu peito junto ao amor agora torna a morar um sentimento indescritível chamado "felicidade".   






Créditos:  http://railmamedeiros.blogspot.com

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